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1.2.12

A esperança francesa

A França vive um momento semelhante ao Brasil na F1. Depois de muitas glórias num passado não muito distante - principalmente com Alain Prost - o país amarga um jejum de 18 anos sem um título na principal categoria do automobilismo mundial (a última foi em 1993, quando Prost se tornou tetracampeão e se aposentou).

O GP da França parou de ser disputado em 2008. No final da temporada seguinte, Romain Grosjean não teve seu contrato renovado com a Renault para 2010 e o país ficou sem nenhum piloto na F1.

Para este ano, serão três franceses no grid. E a principal esperança é Jean-Éric Vergne, embora Grosjean esteja numa equipe com um carro, teoricamente, melhor. Ele é apenas um estreante, todos sabem, mas já demonstrou que tem talento ao conduzir o carro da Red Bull nos testes de jovens pilotos em Abu Dhabi, em novembro do ano passado, liderando os três dias de treinos. O francês pertence ao Programa que desenvolve pilotos, realizado pela empresa de bebidas energéticas, o mesmo que revelou Sebastian Vettel.

A conquista da vaga na Toro Rosso em 2012, juntamente com Daniel Ricciardo (outro piloto que faz parte do mesmo Programa) evidenciou que a intenção da equipe austríaca é de preparar um dos dois para assumir a possível vaga de Mark Webber ao final deste ano. E o time fez isso com o australiano na temporada passada, quando correu pela Hispania. Agora os dois, que já correram juntos nas categorias de base, disputarão, fervorosa e diretamente, o cockpit de número 2 da Red Bull para o ano que vem.

Vergne, no entanto, prefere traçar planos a médio e curto prazo. "Há sempre muita pressão para corresponder e manter a vaga no automobilismo. Não pilotei sequer uma corrida, então acho que é meio cedo para começar a falar em 2013."

quando perguntado sobre seu relacionamento com os outros pilotos franceses do grid (Romain Grosjean, Chales Pic e Jules Bianchi - piloto reserva da Force India), ele respondeu: "No automobilismo moderno, você não tem muito tempo para um 'relacionamento' com os pilotos, mas é claro que conheço Pic e Grosjean. Os franceses estão muito animados por terem nós três na F1 neste ano. No passado, havia boas escolas de treinamento na França para as categorias de acesso e é por isso que tínhamos um monte de franceses na F1. Não é como agora e eu tive sorte de ter o apoio da Red Bull. O próximo passo seria ver o GP da França de volta ao calendário."

Vergne deve ncontrar uma certa dificuldade nas primeiras provas com o carro, afinal ele veio direto da World Serie by Renault, sem passar pela GP2. Seu companheiro de Toro Rosso disputou várias corridas no ano passado e deve melhor se adaptar ao bólido nas primeiras etapas, mas à medida que o ano for avançando, veremos como ele se comporta. Só aí saberemos se a Red Bull acertou em investir no piloto e se ele pode ser considerado 'a grande esperança francesa.'

1 Comentários:

Marcelonso disse...

TW,

Vamos ver se o moleque corresponde na pista...carro ao menos terá para pontuar algumas vezes no ano.


abs