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31.1.12

O começo na Fórmula Ford 2000

Depois de chamar a atenção em sua primeira temporada na Inglaterra, conquistando o título da Fórmula Ford 1600, Ayrton Senna foi convidado por Denis Rushen para correr na Fórmula Ford 2000, o próximo degrau do automobilismo da época.

Ainda que tenha passado pela solidão em 81, Ayrton sabia que aquilo era o que queria fazer pelo resto da vida e para chegar aonde desejava, precisava passar por dificuldades. Aceitou o convite de Rushen - que administrava um dos carros da Van Diemen, que também fabricava bólidos para a Fórmula Ford 2000 - e voltou à East Anglia.

Logo de cara, impressionou a Rushen. Este havia preparado uma aula para ensinar o brasileiro sobre todas as variedades possíveis a cerca de um aerofólio, afinal, os carros da Fórmula Ford 1600 não tinham este objeto, enquanto que os da 200, sim. Senna correu primeiro com aerofólios apenas na frente, depois na frente e atrás e depois sem nenhum. Ao completar cerca de 30 voltas, desceu do carro e disse que já sabia tudo a respeito daquilo. Prepotência? Arrogância? Não! Talento de sobra e aprendizado rápido. Rushen perceberia isso logo.

Senna morava com outro amigo e piloto brasileiro Maurício Gugelmin, que estava na Fórmula Ford 1600. Naquela temporada, ele (Ayrton) competiria em dois campeonatos, o britânico e o europeu. Ele também tinha um companheiro de equipe, Kenny Andrews. Seu principal rival era um rapaz de Norfolk chamado Calvin Fish, que achou Senna "um concorrente duro, porque tinha absoluta autoconfiança." De fato, entre eles haveria algumas batalhas encarniçadas.

Com o carro certo, que tinha um motor "brilhante", pneus que se comportavam bem quando testados e regulados em conjunto com o resto e Senna a bordo, a Van Diemen conquistou a pole, fez a volta mais rápida e venceu as seis primeiras corridas daquela temporada. Nada podia ser melhor.

A primeira derrota veio em Zolder, sua primeira corrida na categoria fora da Grã-Bretanha. A primeira derrota na briga pela pole position foi em Mallory Park, em maio de 1982, já que seu motor estava com problemas. Mas venceu a corrida por lá, com direito à volta mais rápida.

Ali estava claro que Senna pulverizaria seus adversários, como fizera um ano antes na Fórmula Ford 1600. Estava correndo não somente numa categoria acima, mas disputando contra os melhores do continente. E Ayrton queria ser o número 1 deles também. E quando assim decidia, dificilmente era obrigado a repensar.

Em itálico, trechos do livro Senna - Uma Lenda a Toda Velocidade, de Christopher Hilton.

2 Comentários:

Marcelonso disse...

TW,

Senna era um sujeito diferenciado, sua trajetória foi marcante.


abs

André Candreva disse...

TW,

faço minhas as palavras do Marcelonso...

abs...